Museu do Estado de Pernambuco

Cícero Dias


Cicero Dias em 1982 aceitou o convite do Marchand francês Camile Masrour, proprietário da Galuie Belechasse, em Paris, para produzir uma coleção de litografias a partir das imagens de suas aquarelas da década de 1920. Surreais, oníricas e sensuais, estas obras são um marco do modernismo brasileiro.

A coleção de litografias aqui exposta não constitui a reprodução pura e simples de originais preexistentes, nem variações a partir de um determinado motivo: fica a meio caminho entre os dois modos. Mantendo as imagens e a composição de cada original, elas aumentam bastante o seu primeiro tamanho e diminuem ligeiramente a intensidade do antigo esquema cromático.

As litografias foram impressas ao longo de um ano, com tiragem de 75 unidades para cada imagem, sob a supervisão do artista, no prestigiado atelier do litógrafo Pierre Badey em Paris, que produziu gravuras para grandes nomes do século XX. A execução seguiu o tradicional método litográfico, com o desenho traçado sobre placas de pedras. Para a impressão de cada folha, em papel Arches, eram necessárias de quinze a vinte passagens de diferentes cores e tintas, buscando fidelidade à rica paleta do artista. A cada assinatura de Cícero Dias, “bom à tirer”, aprovado o início da tiragem, era uma festa renovada. Após a conclusão do trabalho, as matrizes foram destruídas. A coleção composta de 25 diferentes imagens foi batizada de Suíte Pernambucana.

Em exibição no MEPE até 25 de outubro.

Referências: Roberto Pontual, "Cícero Dias: os anos de descoberta"; Waldir Simões de Assis Filho, "Resgate da Suíte Pernambucana"